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Evento reúne especialistas de três países para debater a aprendizagem da matemática

Segunda edição do seminário reforçou a necessidade de promover a aprendizagem da matemática ainda na Educação Infantil


O “2º Seminário Internacional do movimento Gente que Soma – Aprendizagem Matemática para Todos” reuniu especialistas do Brasil, da Argentina e dos Estados Unidos para discutir estratégias e desafios relacionados ao ensino da matemática. O evento é organizado pelo Instituto Reúna, com apoio da B3 Social, Aliança pela Alfabetização, Fundação Itaú e Fundação Telefônica Vivo.

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Durante o encontro, os participantes apresentaram evidências científicas e experiências de políticas públicas que reforçam a necessidade de incluir a alfabetização matemática entre as prioridades da educação básica. Entre os benefícios apresentados estão a influência no desenvolvimento cognitivo, na trajetória escolar e nas possibilidades futuras de aprendizagem.

Essa foi a afirmação de Deborah Stipek, professora emérita da pós-graduação da faculdade de Educação da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. “Há um desenvolvimento extremamente rápido do córtex pré-frontal entre os três e cinco anos e, acreditem ou não, trabalhar com matemática pode ajudar nesse processo. Portanto, fazer exercícios de matemática ajuda a construir as funções executivas, como controle inibitório, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva”.

A especialista ainda destacou que a abordagem da matemática na pré-escola ou na creche não se trata apenas de contagem de números, mas de experiências que envolvem padrões, comparação, classificação, resolução de problemas e raciocínio lógico.

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Já no painel “A urgência da equidade: por que a matemática na infância não pode esperar?”, os especialistas reforçaram a posição da professora Deborah ao destacar a importância da disciplina antes mesmo de a criança ingressar no Ensino Fundamental. Segundo Sonia Dias, gerente de Desenvolvimento e Soluções do Itaú Social, as desigualdades no acesso a experiências educativas potencializam o “abismo matemático”.

Ela ainda completou que “há urgência em discutir a equidade na aprendizagem matemática porque carregamos um passivo histórico importante. Quando tantas crianças chegam ao Ensino Fundamental já em condições desiguais de desenvolvimento, não estamos diante de um desafio que pode ser adiado”, alertou Sonia.

Katia Smole, diretora-executiva do Instituto Reúna, concluiu mencionando a necessidade da alfabetização matemática ocupar lugar estratégico nas políticas educacionais brasileiras. “O Seminário fomentou ótimas discussões sobre os problemas e as soluções possíveis para todos os educadores e reforçou que a temática  precisa fazer parte do currículo desde a educação infantil, recebendo tanta atenção quanto aprender a ler e a escrever na língua materna”.

O debate ainda contou com a participação da Mariane Koslinski, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Victor Eyng, coordenador-geral de Ensino Fundamental do Ministério da Educação (MEC); e Guilherme Lichand, pesquisador da Stanford Graduate School of Education, além de outros pesquisadores, educadores e especialistas.

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