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Curta-metragens dão visibilidade a boas práticas de matemática na escola

Iniciativas apresentadas nos vídeos estão entre as selecionadas no edital Matemática nos Anos Finais do Ensino Fundamental, que premiou 18 propostas com até R$ 80 mil


Foram lançados no canal do YouTube do Itaú Social três vídeos que narram histórias de projetos criativos que buscam fortalecer a aprendizagem de matemática entre estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano). Cada curta-metragem retrata uma boa prática educacional, reunindo entrevistas com professores, alunos, gestores escolares e familiares.

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As ações apresentadas foram selecionadas pelo edital “Matemática nos Anos Finais do Ensino Fundamental”, promovido pelo Itaú Social e pela Secretaria de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação). Nesta edição, foram premiadas 18 iniciativas, divididas nas categorias “Reconhecimento” e “Fomento”, sendo essa última com aporte financeiro de até R$ 80 mil.

O edital recebeu 1.392 inscrições de todas as regiões do país. Para a escolha das propostas, foram considerados critérios como inovação, redução das desigualdades e efetividade na qualificação do ensino e na promoção da aprendizagem. Confira os vídeos que mostram alguns desses projetos.

Projeto: Ananse – Tecendo sabedoria na matemática com jogos e elementos culturais africanos

Em Salvador (BA), a professora Simone Moraes, associada do Departamento de Matemática da Universidade Federal da Bahia (UFBA), desenvolve as oficinas do projeto Ananse em escolas públicas da região. A iniciativa utiliza jogos, elementos culturais e artefatos arqueológicos africanos para aproximar o ensino da matemática da ancestralidade e da produção científica do continente africano.

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A proposta vai além do desenvolvimento do raciocínio lógico, como explica Leonardo Reis, estudante universitário e integrante do projeto. “Sempre que levamos os jogos, também apresentamos a história do país que os criou, porque muitos deles surgiram de necessidades específicas, contextos sociais ou representações culturais dessas sociedades”, afirma.

Entre os exemplos trabalhados estão os desenhos sona, do povo Tchokwe, de Angola, que utilizam padrões geométricos traçados na areia para explorar conceitos da álgebra. Outra atividade presente no projeto são as pinturas coloridas das fachadas das casas do povo Ndebele, da África do Sul e do Zimbábue, que inspiram o ensino de figuras planas.

Projeto: Matemática com Sabor de Quilombo

Outro projeto baiano é o Matemática com Sabor de Quilombo, realizado no município de Morro do Chapéu (BA), no território da Chapada Diamantina. A iniciativa é conduzida pela organização social Rede Sankofa, localizada no Quilombo Queimada Nova.

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As atividades incluem oficinas que utilizam a culinária como estratégia para despertar o interesse dos adolescentes pela matemática. O processo começa ainda no planejamento das receitas, com pesquisa de preços, definição de quantidades, cálculo de custos, preparo dos alimentos e comercialização dos produtos.

“Vai fazer bolo de milho? Então vamos ao mercado pesquisar os ingredientes e seus preços. Depois, quanto custaria fazer em casa? Se vender a fatia, quanto precisa cobrar para obter lucro? Assim, conseguimos trabalhar as quatro operações da matemática”, conta a professora Eliana Neri.

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O quilombo possui 80 famílias que vivem da agricultura familiar, e muitos dos alimentos utilizados nas oficinas são produzidos pelos próprios pais e mães dos estudantes. O projeto transforma a disciplina em gesto de partilha, mostrando que aprender pode ter sabor e afeto e que o conhecimento também se transmite pelo cuidado.

Projeto: Semana da Matemática

Do outro lado do mapa, o projeto Semana da Matemática é realizado anualmente na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ademar Corrêa, em Rio Grande (RS). A iniciativa ocorre desde 2016, sendo conduzida pela professora Valéria Souza Farias, que possui uma proposta interdisciplinar e inclui professores de artes, língua portuguesa, história, entre outras.

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As atividades do projeto são realizadas durante a semana do Dia Nacional da Matemática, celebrado em 6 de maio. A cada edição, um novo tema é proposto. Em 2024, por exemplo, os estudantes trabalharam os doze trabalhos de Hércules, o que permitiu uma imersão na cultura grega.

Os alunos também assumem o protagonismo do projeto. Os estudantes do 9º ano são responsáveis por conduzir parte das atividades, especialmente os jogos, e são incentivados a reproduzi-los com seus familiares. “Essa iniciativa fortalece a relação da escola com a comunidade, aproximando as famílias das experiências vividas pelos alunos”, destaca a diretora da escola, Raquel de Almeida.

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