No Dia Mundial da Alfabetização (08), uma pesquisa recém-lançada mostrou que 47% da população aponta o letramento infantil como principal demanda para a educação. Na média geral, aprender a ler na idade certa é a terceira prioridade da população, apenas abaixo da melhoria das condições para professores (53%) e ampliação de cursos técnicos (48%). O índice varia pouco conforme a região, com destaque para o Norte (49%) e Nordeste (48%).
O estudo “O que a população pensa sobre a Educação” foi realizado pelo Instituto IDEIA a pedido da Fundação Itaú, da Fundação Lemann, do Instituto Natura, do Instituto Sonho Grande, do Instituto Unibanco e do Todos pela Educação.
ℹ️ Alfabetização é encarada como uma das principais prioridades para as redes municipais
“A alfabetização é um passo essencial para que as crianças possam progredir nas suas aprendizagens ao longo da vida escolar. Por isso é tão importante reconhecer os avanços dos últimos anos”, reflete a superintendente do Itaú Social, Patricia Mota Guedes. “O regime de colaboração entre estados e municípios e o fortalecimento da Educação Infantil, especialmente da pré-escola, amplia as oportunidades de desenvolvimento da linguagem e de contato com a leitura e a escrita. O desafio agora é fazer com que esses resultados cheguem a todas as crianças, com atenção às desigualdades entre os territórios”, complementa.
O levantamento também revelou que 83% dos brasileiros consideram que a alfabetização até os oito anos de idade deve ser uma prioridade para os candidatos que disputam as eleições. A importância atribuída ao tema pelos entrevistados contrasta com a percepção sobre a realidade das escolas: apenas 25% acreditam que as crianças estão aprendendo a ler e a escrever no ritmo esperado para a idade.
ℹ️ “Alfabetização é um processo complexo, que não tem soluções únicas ou milagrosas”
Apoio na alfabetização
A Escola Fundação Itaú disponibiliza gratuitamente três cursos para auxiliar profissionais do ensino no letramento de crianças. As formações “Alfabetização como foco da gestão educacional”, “Tecnologia educacional – Experiências formativas em cultura escrita com crianças de 4 a 6 anos” e “Concepção de alfabetização” apresentam estratégias e experiências bem-sucedidas sobre como implementar práticas que estimulem a aprendizagem da leitura e da escrita.
Os cursos têm duração entre oito e 40 horas, oferecem certificação e são autoformativos. Os conteúdos refletem sobre as diferentes concepções alfabetizadoras e a política atual sobre o tema, que podem conduzir a diferentes práticas conforme o desafio do território.