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Apostas no futuro

Três importantes ações de parceria estiveram no foco em 2020: com o Instituto de Estudos Avançados (IEA), da USP, o Itaú Social prosseguiu no desenvolvimento da Cátedra de Educação Básica; com a organização social Ashoka e a Faculdade de Educação da USP, organizou o Escolas2030; e junto com outras oito instituições, criou uma plataforma de apoio à aprendizagem, para uso dos professores

O olhar e a voz do professor
Lançada com o Itaú Social em 2019, a Cátedra de Educação Básica do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP ganhou novo titular em 2020, o professor Naomar de Almeida Filho 

Buscar unir as experiências de pesquisadores e professores que estão no dia a dia para, juntos, encontrarem soluções para lidar com a complexidade inerente à educação de crianças e jovens e melhorar a qualidade da educação básica no Brasil, especialmente nas redes públicas. Essa é a premissa da parceria entre o Itaú Social e o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP), firmada em 2019, com duração inicial de cinco anos e foco em propostas para melhoria da formação inicial docente.

A novidade de 2020 é o trabalho do professor Naomar de Almeida Filho, que assumiu a titularidade da cátedra. Baiano de Buerarema, na região de Ilhéus, Almeida Filho formou-se médico em Salvador, fez doutorado em epidemiologia nos EUA e foi reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), de 2002 a 2008, e da Universidade Federal do Sul da Bahia, de 2013 a 2017, onde liderou a criação de um currículo universitário inovador. Nesta entrevista, ele fala sobre os desafios da educação básica brasileira. 

Em 2020, a cátedra iniciou uma cartografia de licenciaturas de destaque e o desenvolvimento de modelos inovadores. Ofereceu 23 minicursos virtuais e gratuitos sobre os conteúdos e as perspectivas da educação básica no Brasil. Voltados para professores da rede pública e demais interessados, os minicursos como “Dilemas da educação básica no pós-pandemia” ou “Jogos e metodologias ativas na escola Fundamental” podem ser conferidos no canal da Cátedra no Youtube. Já os conteúdos dos seminários realizados em 2019 estão disponíveis em livros, reportagens e vídeos.

Aprender agindo
Pesquisa internacional acompanhará por dez anos experiências de escolas que superam adversidades para promover a educação integral. O Brasil é um dos dez países participantes

O Escolas2030, liderado no Brasil pelo Itaú Social, em parceria com a organização social Ashoka e a Faculdade de Educação da USP,  pretende influenciar políticas educacionais globais, é referenciado no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS4) da Organização das Nações Unidas. Com dois grandes diferenciais, porém, em relação às fórmulas já existentes. O programa inverte a lógica das políticas educacionais propostas do topo para a base. Ele cria condições para que as práticas com bons resultados emerjam exatamente das bases, das organizações e pessoas que estão atuando com os educandos. O segundo diferencial está no fato de se tratar de uma articulação internacional nos países do Sul Global. O programa está sendo implementado simultaneamente no Brasil, no Afeganistão, na Índia, no Paquistão, em Portugal, no Quênia, no Quirguistão, no Tajiquistão, na Tanzânia e em Uganda. 

Hoje, todas as ferramentas mundiais de avaliação da qualidade da educação, da aprendizagem, são formuladas nos países do Norte. A visão e a filosofia são impostas para os demais países como referência a ser seguida, sem valorizar o que é específico dos países do Sul.

A implementação começou no final de 2019, com a definição de 14 organizações educativas e escolas que funcionarão como polos regionais do programa. O objetivo é chegar a cem instituições participantes. Para encontrarem as boas práticas, os coordenadores estão recorrendo a fontes variadas. Um dos pontos de partida é um levantamento de 180 organizações educacionais inovadoras, que foi realizado pelo MEC em 2015. 

Uma das premissas determinadas pelo programa internacional é a de que as organizações escolhidas trabalhem com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. No Brasil, o trabalho será com escolas públicas e comunitárias gratuitas, e o único compromisso delas é manter a pesquisa pelo prazo de dez anos.O método escolhido para a coleta de evidências foi o da pesquisa-ação, procedimento que é, ao mesmo tempo, um processo de aprendizagem e de ação. Orientados por equipe da USP, professores, gestores e funcionários das escolas e organizações educativas participantes serão os pesquisadores de seu próprio trabalho. Caberá aos educadores indicados pelas escolas identificar e coletar os dados gerados pelas experiências, que serão analisados em conjunto com os pesquisadores da USP, como mostra com mais detalhes a reportagem Da base ao topo, publicada na área de Notícias do site do Itaú Social.

União para a retomada

Instituições se reúnem para desenvolver uma plataforma gratuita para apoiar as redes públicas de ensino no retorno das atividades presenciais após o período de isolamento social

Ilustração na página inicial da plataforma: um pouco de cor para reinventar e superar obstáculos em um ano tão sombrio

Nove importantes instituições se uniram em torno de um objetivo claro: apoiar as redes públicas de ensino do país no momento de retomada das atividades presenciais após o período de isolamento social. A partir de uma iniciativa do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), através de sua Frente de Avaliação, com apoio do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), do Instituto Reúna, da Fundação Lemann, do Itaú Social, da Fundação Roberto Marinho, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Instituto Ayrton Senna, foi criada uma plataforma aberta para professores e gestores, com a missão de promover ensino e aprendizagem de qualidade em um contexto tão adverso.

Para um desafio dessa proporção, foi concebido um percurso amplo, diversificado e flexível. Dentro da plataforma, o usuário tem à disposição ferramentas relativas ao combate à Covid-19, fortalecimento socioemocional e priorização do currículo, atividades para verificar o desempenho dos estudantes e orientações pedagógicas, além de um guia para elaboração de instrumentos de avaliação.

O espaço foi concebido de forma a adequar-se às diferentes necessidades e aos mais variados contextos do professor, embora ainda precise de aprimoramentos. As redes, as escolas e os seus profissionais têm autonomia para se apropriar e fazer uso das ferramentas disponíveis para uso diagnóstico.

Ficha técnica

Coordenador de comunicação: Alan Albuquerque R. Correia • Coordenação: Rodrigo Souza Silva • Projeto e produção editorial, textos, revisão, identidade visual e design de interface: Galápagos Newsmaking

Relatório 2020 - Itaú Social