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Discussão mais ampla e inclusiva

Programa amplia apoio a ações nos territórios e favorece a inclusão de diferentes representações, sociodiversidades e pluralidades culturais

A escritora Conceição Evaristo, que foi tema e participante do seminário on-line, em novembro de 2020: Prosseguimento do projeto Oficina de Autores — Memórias e Escrevivências de Conceição Evaristo, lançado em 2018. Foto: Itáú Social

O foco do Programa Prazer em Ler é o fortalecimento da RNBC (Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias), que desempenha o importante papel de promotora do livro e do direito à leitura. Como boa parte de sua atuação de mediação de leituras e empréstimo de livros se dá por interação presencial, a pandemia iniciada em março de 2020 reduziu em muito esse âmbito de ação.  Por outro lado, foi um momento em que as bibliotecas comunitárias se mobilizaram para ser, além de promotoras de leitura, organizações de apoio às famílias, atuando na distribuição de cestas básicas, como participantes da Ação Emergencial Covid-19. Parte do trabalho dedicado a esse programa em 2020 foi um redesenho de suas estratégias, que em 2021 se renovam tendo como foco o aprimoramento de gestão e um plano de sustentabilidade para as bibliotecas comunitárias.

Oficina de Autores
VOZES QUE AMPLIAM O DEBATE

“E se ontem nem a voz pertencia às mulheres escravizadas, hoje a letra, a escrita, nos pertencem também”, ensina a escritora Conceição Evaristo. Em 2020, a autora e sua obra foram tema de um seminário que buscou ampliar o debate sobre o conceito de Escrevivência criado por ela há 25 anos. Prosseguimento do projeto Oficina de Autores — Memórias e Escrevivências de Conceição Evaristo, lançado em 2018, o seminário realizado em novembro de 2020 teve a parceria com a MINA Comunicação e Arte. O evento on-line marcou o lançamento da publicação Escrevivência — a escrita de nós — reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo, organizada por Constância Lima Duarte e Isabella Rosado Nunes. Além de ensaios relacionados à educação, assinados pela superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann e por Dianne Melo, coordenadora de Engajamento Social e Leitura da instituição, o livro traz artigos inéditos de outros 12 autores. O conteúdo do evento está disponível na página do YouTube do Itaú Social.

Esse é um aprendizado que se reflete no Edital Leia para uma Criança, que em 2020 investe em obras de literatura infantil que tenham foco na valorização e no protagonismo de pessoas, histórias e/ou culturas negras e indígenas. Autora e palestrante que reforça a importância de incluir mais pessoas na sociedade letrada e valorizar as histórias de mulheres, sobretudo as negras e as socialmente vulneráveis, Conceição já havia sido homenageada pela 6ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa em 2019, ano em que também viajou pelo Brasil realizando oficinas para mediadores de leitura em bibliotecas comunitárias. Em 2020, Conceição participou ainda de uma oficina com a Literasampa no CPF Sesc, além da “Oficina Memória e Escrevivência”, com participação de cinco redes locais de bibliotecas comunitárias.

Novos temas em pauta

Várias feiras literárias, que por causa da pandemia neste ano se realizaram em versões on-line, têm contado com a parceria estratégica do Itaú Social, que colabora incluindo nas mesas de discussão temas em torno de literatura infantil e acesso de pessoas com deficiência à literatura. Na versão virtual da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) de 2020, o Itaú Social participou de duas mesas. A mesa “Literatura indígena e literatura negra para a primeira infância” discutiu o impacto da representação na construção dos imaginários individuais e coletivos e a necessidade das diferentes representações, sociodiversidades e pluralidades culturais. Contou com a participação da escritora e pesquisadora Julie Dorrico, descendente da etnia macuxi, e da pesquisadora de infâncias, culturas negras e relações étnicoraciais Juê Olívia, e foi mediada por Dianne Melo, coordenadora de Engajamento Social e Leitura no Itaú Social. A segunda mesa, “Literatura e escrita de qualidade para quem?”,  abordou o acesso à literatura no Brasil, a oferta e a seleção de obras literárias. Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, mediou a  conversa com a editora Dolores Prades, diretora do Instituto Emília, mais as representantes da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) Neide Almeida e Thaís Rodrigues. Além da FLIP, as participações e apoios incluem a Balada Literária, FELIZS (Feira Literária da Zona Sul) e Flipelô (Feira Literária Internacional do Pelourinho).  

Série Jenipapos
DIÁLOGOS INCLUSIVOS

Para falar sobre literatura de autoria indígena brasileira, o Itaú Social em parceria com a MINA Comunicação e Arte e o consultor Maurício Negro realizaram, em 2020, a série Jenipapos. Concebida especialmente para a equipe do Itaú Social e parceiros, a série de cinco encontros é parte do Projeto Oficina de Autores e tem como objetivo oferecer momentos de aproximação com o tema, abordando seus pontos e contrapontos históricos e atuais, com a participação de um artista visual e autoras e autores indígenas, entre eles Daniel Munduruku, Eliane Potiguara, Julie Dorrico e Ailton Krenak, além da escritora Conceição Evaristo.

Em números

570

participantes em ações formativas

118

bibliotecas comunitárias apoiadas

23

municípios

86 mil

crianças, adolescentes e jovens beneficiados