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Programas Letras e números Leia para uma criança

Leia para uma criança

Consciência e ação

Programa comemora dez anos, amadurece a leitura sobre sua possibilidade de impacto e lança um edital inovador

A visita e Com que roupa irei para a festa do rei?, títulos da coleção 2020: 3,2 milhões de exemplares distribuídos

Ao completar dez anos, o programa Leia para uma Criança demonstra grande amadurecimento na forma como percebe a temática à qual se dedica e adota estratégias de atuação inovadoras. O programa entende que a literatura tem um papel fundamental na construção de significados na primeira infância (zero a seis anos). Seu  objetivo é incentivar a leitura do adulto para e com a criança como uma oportunidade de fortalecimento dos vínculos familiares e de participação na educação. Atua distribuindo gratuitamente livros infantis de qualidade a pessoas físicas que solicitam no site e a crianças e famílias em situação de vulnerabilidade, por meio de parcerias com municípios e organizações da sociedade civil. O programa está ancorado em iniciativas de formação, ações de mediação de leitura e disponibilização de literatura de qualidade para crianças. Além de contar com versões dos livros em braile, oferece versões audiovisuais de obras com recursos de acessibilidade.

Iluminado pelo diálogo com especialistas e na escuta de vozes representativas no tema, o aprendizado acumulado nos últimos anos orientou a criação do Edital Leia para uma Criança 2021, que investe exclusivamente em obras de literatura infantil com foco na valorização e no protagonismo de pessoas, histórias e/ou culturas negras e indígenas. Soma-se a essa decisão o reforço à estratégia da Distribuição Focalizada para beneficiar crianças que vivem em condições mais vulneráveis. Na sua primeira década de permanente reflexão e renovação, o programa distribuiu gratuitamente 57 milhões de exemplares de livros. A esses acrescentam-se agora outros 3,2 milhões de exemplares dos títulos da coleção 2020: A visita, delicado livro da autora e ilustradora alemã Antje Damm; e o atualíssimo Com que roupa irei para a festa do rei? no qual o autor Tino Freitas e a ilustradora Ionit Zilberman revisitam a célebre história de Hans Christian Andersen. O ano de 2020 também é marcado pela estreia do programa Lugar de Livros, em parceria com a TV Cultura, que todos os dias traz temas, obras e autores do universo da literatura infantil num formato ágil, com apenas cinco minutos de duração, em linguagem feita para conversar com toda a família  (leia mais aqui).

Saiba mais

ANTJE DAMM — “Filosofar com crianças é fazer perguntas sem dar respostas”

IONIT ZILBERMAN — “Este é um livro cheio de pequenos enigmas”

TINO FREITAS — “Quanto mais lemos, mais podemos criar coisas que não existem e melhorar nossa vida”

Parceiros

Associação Vaga Lume

Banco Itaú

Laboratório Emília de Formação

Organizações da sociedade civil

Secretarias de Educação

Secretarias de Assistência Social

Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância)

Em números

40.449

participantes

413

instituições apoiadas

115

municípios

1,7 milhão

de crianças, adolescentes e jovens beneficiados

Literatura de quem e para quem?

A partir de diálogo com pesquisadores e autores, edital contempla obras de literatura infantil com narrativas negras e indígenas

Em 2020 o programa Leia para uma Criança propôs um edital para que os livros da edição 2021 considerem a representatividade dos povos afro-brasileiros e indígenas, tão importantes para a formação leitora de crianças brasileiras. Ao priorizar narrativas que dialogam com as realidades dessas crianças, de modo a incluir noções de representatividade e de identidade, tão relevantes na primeira infância, o edital reflete o aprendizado que o programa vem amadurecendo nos últimos anos. Sua construção foi feita a partir de interação com vozes representativas nessa temática. Nesse sentido destaca-se a série Jenipapos, desenvolvida em parceria com a MINA Comunicação e Arte, com participação de pesquisadores e autores que contribuíram para ampliar a visão e a ação do programa em seu movimento de inclusão das diferentes representações, sociodiversidades e pluralidades culturais.

Chegando a quem mais precisa

Parcerias com municípios e com bibliotecas comunitárias incentivam a leitura de qualidade nas regiões com mais alta vulnerabilidade social

Levar em conta os dados sobre a desigualdade social brasileira e saber para qual criança ou família se deve priorizar a entrega dos livros é um dos aprendizados do programa Leia para uma Criança — e um dos pilares de sua distribuição focalizada. A cada ano, além de doar coleções para pessoas físicas que fazem o pedido no site, o Itaú Social as envia a organizações da sociedade civil, bibliotecas comunitárias e municípios parceiros. Nessa estratégia também se incluem os municípios participantes da iniciativa Selo Unicef, considerados de alta e muito alta vulnerabilidade, de acordo com o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS), sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. 

A destinação para organizações parceiras, notadamente para os municípios participantes do programa Melhoria da Educação, que promove formação continuada para profissionais da educação pública, tem impacto não apenas na quantidade de livros distribuídos, mas também na qualidade de sua leitura. Fator determinante para o desenvolvimento leitor das crianças nessa faixa etária, a qualidade da mediação de leitura é enfatizada e estimulada como parte da estratégia de distribuição focalizada. Junto com as coleções destinadas a escolas públicas através dos municípios e às bibliotecas comunitárias, são encaminhados um guia de mediação de leitura e um convite para que os profissionais de educação façam o curso Infâncias e Leituras, disponível no Polo, ambiente de formação do Itaú Social. 

Entre os solicitantes de coleções e os participantes de formação para mediação de leitura, 85% são mulheres e 34% são negros. A avaliação feita pelos próprios beneficiários diretos das ações desenvolvidas pelo programa, calculada pelo método NPS (Net Promoter Score), resultou em 91,5 pontos (nível de excelência). Também foi alta a percepção dos participantes com relação à ampliação do próprio conhecimento adquirido nas formações (89%) e ao seu potencial de aplicação (87%).

Páginas de afeto

Projeto incentiva que histórias locais sejam contadas pela comunidade para crianças dos primeiros meses aos primeiros anos de vida, criando uma ponte entre a descoberta do bairro, a sensação de pertencimento e o estímulo à leitura

A capa do livro produzido em parceria com o Ibeac em Parelheiros: ao nascer, a criança já recebe um livro criado pela sua própria comunidade

O Nascidos para Ler é um projeto-piloto de uma iniciativa que promove a leitura para crianças dos primeiros meses aos primeiros anos de vida e foi inspirado na iniciativa homônima Nati per Leggere, criada na Itália. Em 2020, encontrou terra fértil na região de Parelheiros, extremo sul da capital paulista. A comunidade produziu o livro Nascidos para ler no melhor lugar para se nascer, com coordenação do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac) e do Instituto Emília e apoio do Itaú Social. Trata-se de um livro que contém fotografias e textos para bebês e crianças pequenas, relacionados a diferentes expressões e situações (riso, choro, birra, dormindo, mamando, engatinhando). Fotos e textos foram escritos pela comunidade leitora das crianças que nascem em Parelheiros. A iniciativa pretende potencializar as narrativas sobre um território a partir do olhar das crianças. A ideia é que as histórias locais sejam contadas pela comunidade, o que cria uma ponte entre a descoberta do bairro, a sensação de pertencimento e o fortalecimento de uma comunidade leitora. 

Para o desenvolvimento do conteúdo, cerca de 60 pessoas participaram de oficinas on-line sobre todas as etapas de elaboração de um livro. O grupo de formadores contou com o escritor João Carrascoza e a fotógrafa Juliana Monteiro Carrascoza. Os encontros sobre educação foram mediados pela editora Dolores Prades e pela artista gráfica Mayumi Okuyama. Já as práticas de mediação de leitura foram facilitadas pela educadora e coordenadora do Ibeac, Bel Mayer, e pela artista plástica Valdirene Rocha. Esse cuidadoso trabalho coletivo resultou no primeiro livro para as crianças de Parelheiros, com lançamento previsto para 2021. O projeto prevê, ainda, uma exposição digital das fotografias produzidas no processo, oficinas sobre mediação de leitura na primeira infância para as famílias e monitoramento da recepção e presença do livro nas famílias. O monitoramento será feito pelas mães mobilizadoras e por mediadores de leitura do Ibeac. Na primeira etapa do projeto, foram produzidos 4 mil livros que serão distribuídos para recém-nascidos em Parelheiros e para crianças (de até dois anos) acompanhadas pelo Ibeac.

Saiba mais

A leitura que traz um novo olhar

Ficha técnica

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Relatório 2020 - Itaú Social