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Universitária relata como o curso Prevenção da Violência On-line na Primeira Infância ensina a proteger as crianças do mau uso da tecnologia


Ana Paula Quinan possui dez pós-graduações na área do direito público e direito privado. Ela é pesquisadora de conteúdos relacionados à gestão pública para a construção da carreira. Foto: Arquivo pessoal

Por Lidiane Barros, Rede Galápagos, Cuiabá
Depoimento de Ana Paula Silvéria Quinan, formada em gestão pública e pós-graduanda em direito em Aragarças (GO)

O uso abusivo de aparelhos tecnológicos por crianças já desde a primeira infância as expõe a um universo para o qual não estão preparadas. E isso pode prejudicar suas leituras de mundo, normalizando situações que podem comprometer sobremaneira seu desenvolvimento. A falta de filtro impacta suas habilidades cognitivas — pois ainda não têm vivência, tampouco capacidade de discernir sobre o que é certo ou errado. Dessa forma, elas ficam altamente vulneráveis a pessoas mal-intencionadas. 

Desde que me formei em gestão pública tenho me dedicado a cursos de pós-graduação nas áreas do direito público e direito privado. Somando tudo, já tenho dez pós-graduações. Em um dos programas, me dediquei a estudar o direito da mulher. Em busca de conteúdos para me aprofundar no assunto, cheguei ao Polo, o ambiente de formação do Itaú Social. O curso Prevenção da Violência On-line na Primeira Infância foi alvo de interesse imediato porque tinha muito a ver com o que eu estava aprendendo. 

Acredito que isso não é problema só para as famílias. É também um caso de gestão pública. Precisamos de uma rede integrada. Por exemplo, mulheres que são vítimas de violência doméstica e não conseguem romper o ciclo de dependência muitas vezes não enxergam outra saída senão manter o relacionamento. E nessa dinâmica, de conflitos constantes, os filhos se veem sozinhos. Não surpreende que a internet acabe virando um recurso para anestesiar as emoções daquela criança, que sofre junto com a mãe. É aí que ela fica exposta a verdadeiros predadores, começando uma convivência que pode gerar traumas e oferecer risco à sua integridade física. O curso realça a importância de os adultos estarem atentos, levando em consideração o grau de desenvolvimento na primeira infância, de zero aos seis anos. 

Para além das famílias disfuncionais, também preocupa que celulares e tablets, por exemplo, venham sendo utilizados como forma de distração de crianças, já desde os primeiros anos. É preciso atenção. No conteúdo programático, recebemos orientação sobre como construir rotinas saudáveis e ferramentas para protegê-las no uso de tecnologias. Aprendemos também a “ler sinais”, identificando possíveis riscos. Progressivamente, crianças também podem ir avançando nos jogos on-line até chegar a conteúdos impróprios, de violência extrema, para sua idade, por exemplo. 

Além disso, o curso nos dá suporte para identificar violações de direitos on-line. É tão útil que sugiro a sua inclusão no pacote de políticas públicas de educação e saúde. Em uma linguagem acessível e com materiais de apoio e técnicas pedagógicas que orientam crianças e suas famílias para uma navegação mais segura, recomendo também aos educadores. Como o curso é muito dinâmico, com quatro horas de duração, você nem vê o tempo passar. 

Outro ponto muito sensível que vale destacar diz respeito aos direitos essenciais das crianças, que são sujeitos de direitos em meio às novas tecnologias, como realça o curso. O Comitê das Nações Unidas dos Direitos da Criança já orientou que elas têm direito a medidas especiais de proteção, por serem especialmente vulneráveis. Ora, se a primeira infância é a base de desenvolvimento de uma pessoa, essa fase determina o potencial socioemocional e físico delas. Tudo o que a criança absorve nesses primeiros anos de vida se reflete na vida adulta. Por isso, não podemos negligenciá-las. 

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