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Levantamento traz a perspectiva das OSCs sobre a pandemia


Com mais de 2 mil organizações respondentes, registros apresentam um panorama sobre as condições institucionais, a situação dos territórios onde estão inseridas e quais as ações realizadas para o enfrentamento da crise

A partir da inteligência de dados gerados pelo edital Comunidade, Presente!, o Itaú Social elaborou o levantamento “A pandemia na ótica das OSCs – diagnóstico a partir das ações emergenciais” (conheça o material na íntegra). Os registros realizados com mais de 2 mil organizações da sociedade civil respondentes apresentam um panorama sobre as condições institucionais, a situação dos territórios onde estão inseridas e como elas se mobilizam para enfrentar a crise.

O Comunidade, Presente!, programa que disponibiliza recursos pontuais para a melhoria de infraestrutura de OSCs voltadas para educação, contou com uma edição emergencial em 2020 para amenizar os impactos causados pelo avanço da Covid-19. Os recursos foram direcionados à segurança alimentar, suprindo as necessidades de famílias que sofreram privações decorrentes do efeito da crise.

Confira as organizações contempladas no programa e em outras ações de fomento do Itaú Social

O levantamento mostra o relevante papel das organizações para amenizar os impactos da crise provocada pelo coronavírus. “No momento singular em que vivemos – tempo que parece de guerra e que nos provoca a estar ainda mais presentes – é preciso ouvir, escutar e dar voz a quem está na linha de frente: milhares de organizações da sociedade civil”, explica a superintendente do Itaú Social, Angela Dannemann.

Os dados foram coletados entre 8 de abril e 8 de maio, com organizações que atuam em bases comunitárias no país. Entre os 2.074 respondentes, 40% atuam no campo da educação. Há uma diversidade no porte das OSCs, sendo que 30% atendem mais de 500 pessoas e 19% atendem menos que 100. Cerca de 47% estão localizadas em cidades com mais de 500 mil habitantes. Somadas, as organizações entrevistadas declaram atender um total de 3,9 milhões de pessoas (crianças, jovens e adultos).

 

Visão dos territórios

As organizações percebem que as dificuldades de prevenção e combate ao coronavírus estão relacionadas à falta de estrutura na saúde, pouco acesso a itens de higiene e, principalmente nas grandes cidades, à falta de moradias adequadas que favoreçam o isolamento social.

Entre as OSCs que atuam em cidades com mais de 200 mil habitantes, 63% consideram a falta de estrutura nas moradias um problema de gravidade muito alta. Já nas cidades de menor porte, 49% afirmam que a falta de estrutura dos equipamentos de saúde para diagnóstico e cuidados é o principal problema. Nas regiões Norte e Nordeste, a falta de acesso a itens de higiene adequados é a questão mais grave.

As organizações apontaram que as consequências econômicas são os maiores riscos da crise. Aquelas que estão localizadas nas cidades com mais de 200 mil habitantes consideram que o empobrecimento, aumento da fome (85%), desemprego (81%) e falência dos pequenos comércios/empreendedores (67%) são as principais preocupações para suas famílias beneficiárias. Estes índices são muito semelhantes nas cidades menores.

Em geral, além da falta de trabalho e renda, as organizações apontam violência (33%), defasagem em educação (21%), problemas de saúde (17%), uso de drogas (15%) e vulnerabilidade infantil (9%) como outros impactos negativos da crise nas comunidades.

 

Ações realizadas

De acordo com o levantamento, o terceiro setor se mobilizou para disseminar informações sobre a prevenção do vírus (81% das instituições), distribuir alimentos (68%) e enviar sugestões de atividades pedagógicas ou lúdicas para crianças e famílias realizarem em suas casas (60%). Também há aquelas que fazem o acompanhamento aos serviços de assistência social e saúde (58%).

Entre as organizações de maior porte, com mais de 200 beneficiários, 39% afirmam promover ações de fortalecimentos de outras iniciativas e coletivos do mesmo território. A maioria das OSCS (71%), tanto as pequenas quanto as maiores, reportou que mantém o atendimento remoto (online, telefone, redes sociais).

Independentemente do porte, para a maioria dos respondentes, os riscos trazidos pela Covid-19 estão principalmente relacionados à sustentabilidade financeira, como a redução das doações recebidas. Em menor escala, apontam também os desgastes físico e emocional da equipe de voluntários e gestores, além do risco de demissão de profissionais da equipe e/ou redução do número de voluntários.

Confira os principais resultados:

 

 

 

Mais sobre as OSCs:

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou a nota técnica “Os impactos da pandemia de Covid-19 nas organizações da sociedade civil: conjuntura, desafios e perspectiva”. O documento traz um panorama contextual das OSCs, aponta alternativas e reflete sobre perspectivas, em um esforço de contextualização a partir de mapeamentos e descrições de perfis das organizações em atividades no país.

 

O caso da Bem TV

Desde o início da crise, a Bem TV –  OSC participante do programa Missão em Foco, do Itaú Social – tem realizado estratégias para enfretamento da crise em Niterói e São Gonçalo (RJ). Aliando a expertise da organização –  formação e produção audiovisual –  e a necessidade de ampliar as narrativas da pandemia a partir da ótica de quem reside nas comunidades periféricas, a organização tem desenvolvido uma série de ações no âmbito do programa Jovens Comunicadores. Formações não presenciais, concessão de bolsas e produção de conteúdo de prevenção ao Covid-19, estão entre as principais linhas de atuação.

Confira:

Fonte: Canal Saúde- construindo cidadania.